Prezados Investidores, com o aumento da volatidade das ações de nossa bolsa de valores (Bovespa), os investidores, principalmente do home broker, precisam estar mais atentos, e estratégias de curto prazo, como Day Trade e Swing Trade, entraram novamente em destaque, e além dos cursos focados nessas estratégias (informações em: http://www.seuconsultorfinanceiro.com.br/cursosPresencial.php?secao=64) apresentarei workshop na Um Investimensto (informações: comercial@eum.com.br) totalmente gratuito aqui em São Paulo.
Abraços
Leandro Martins
www.seuconsultorfinanceiro.com.br
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domingo, 1 de novembro de 2009
segunda-feira, 23 de março de 2009
QUAL UTILIZAR: ANÁLISE FUNDAMENTALISTA OU ANÁLISE GRÁFICA PARA INVESTIR EM AÇÕES?
Em um investimento em ações as duas escolas de análises existentes para selecionar os ativos que irão compor uma carteira de investimento são: a análise fundamentalista e a análise gráfica (esta também conhecida como análise técnica).
A análise fundamentalista considera os fundamentos de uma empresa, com base em interpretação de dados e indicadores disponibilizados, e considerados como verdadeiros. Tais interpretações são controvérsias e dificilmente conseguem prever o comportamento dos preços dos ativos, além de haver possibilidade de trabalhar com dados “maquiados” divulgados nos balanços e demonstrações de resultado de exercício (DRE) das empresas analisadas, como já ocorrido em casos de maior destaque como os das empresas norte-americanas Enron e Worldcom.
A análise gráfica, também conhecida como análise técnica, por sua vez, considera que todos os fatores necessários estão representados nos gráficos, na medida em que este traduz o comportamento do mercado (fundamentalistas, insiders, amadores etc) e avaliam, a partir dos gráficos, a participação desses investidores que influenciam na formação dos preços.
Na teoria fundamentalista, além do investidor não possuir o timing da operação, ele não consegue aproveitar o “zig zag” constante das ações, muito menos se prevenir de fortes realizações. No entanto, nada impede o investidor efetuar um filtro de algumas ações a partir de critérios fundamentalistas com índices P/L e P/VPA, e aplicar a essas empresas pré-selecionadas as técnicas e ferramentas presentes na Análise Gráfica / Análise Técnica para identificar a tendência da ação, momentos de reversão e fazer também o gerenciamento de risco, com isso conseguirá aplicar a máxima da análise técnica que é maximizar o lucro e minimizar o prejuízo.
A Análise Gráfica / Análise Técnica, além de identificar ações sobrecompradas (com preços muito elevados) e sobrevendidas (preços muito depreciados), ela consegue nos dar o tempo correto para efetuar uma ordem de compra e venda. Para isso é preciso a quem está efetuando a Análise Gráfica, que tenha conhecimento suficiente para exercer tal atividade. Contudo, apesar da existência de regras claras e objetivas, a aplicação da Análise Técnica também envolve certo nível de experiência adquirido com muito estudo e através de cursos, onde o aluno conseguirá absorver grande parte da experiência possuída pelo professor.
Leandro Martins é economista com MBA em finanças pela USP e FIPE, e Mestrado em economia na Universidade de Grenoble.
Profissional de Investimento certificado com o CNPI registrado na CVM, fundador do site www.seuconsultorfinanceiro.com.br e autor do livro “Aprenda a Investir – Saiba Onde e Como Aplicar Seu Dinheiro”.
Instrutor dos cursos “Intensivo Análise Gráfica” e “Day Trade”, ministrados em todo o Brasil.
A análise fundamentalista considera os fundamentos de uma empresa, com base em interpretação de dados e indicadores disponibilizados, e considerados como verdadeiros. Tais interpretações são controvérsias e dificilmente conseguem prever o comportamento dos preços dos ativos, além de haver possibilidade de trabalhar com dados “maquiados” divulgados nos balanços e demonstrações de resultado de exercício (DRE) das empresas analisadas, como já ocorrido em casos de maior destaque como os das empresas norte-americanas Enron e Worldcom.
A análise gráfica, também conhecida como análise técnica, por sua vez, considera que todos os fatores necessários estão representados nos gráficos, na medida em que este traduz o comportamento do mercado (fundamentalistas, insiders, amadores etc) e avaliam, a partir dos gráficos, a participação desses investidores que influenciam na formação dos preços.
Na teoria fundamentalista, além do investidor não possuir o timing da operação, ele não consegue aproveitar o “zig zag” constante das ações, muito menos se prevenir de fortes realizações. No entanto, nada impede o investidor efetuar um filtro de algumas ações a partir de critérios fundamentalistas com índices P/L e P/VPA, e aplicar a essas empresas pré-selecionadas as técnicas e ferramentas presentes na Análise Gráfica / Análise Técnica para identificar a tendência da ação, momentos de reversão e fazer também o gerenciamento de risco, com isso conseguirá aplicar a máxima da análise técnica que é maximizar o lucro e minimizar o prejuízo.
A Análise Gráfica / Análise Técnica, além de identificar ações sobrecompradas (com preços muito elevados) e sobrevendidas (preços muito depreciados), ela consegue nos dar o tempo correto para efetuar uma ordem de compra e venda. Para isso é preciso a quem está efetuando a Análise Gráfica, que tenha conhecimento suficiente para exercer tal atividade. Contudo, apesar da existência de regras claras e objetivas, a aplicação da Análise Técnica também envolve certo nível de experiência adquirido com muito estudo e através de cursos, onde o aluno conseguirá absorver grande parte da experiência possuída pelo professor.
Leandro Martins é economista com MBA em finanças pela USP e FIPE, e Mestrado em economia na Universidade de Grenoble.
Profissional de Investimento certificado com o CNPI registrado na CVM, fundador do site www.seuconsultorfinanceiro.com.br e autor do livro “Aprenda a Investir – Saiba Onde e Como Aplicar Seu Dinheiro”.
Instrutor dos cursos “Intensivo Análise Gráfica” e “Day Trade”, ministrados em todo o Brasil.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
NOSSO DEVER DE APRENDER A INVESTIR
Acredito que possuir o mínimo de orientação financeira seja dever de todos, para assim valorizar seu patrimônio conquistado com muito sacrifício e trabalho. Trabalhamos, em média, 180 horas mensais, e a maioria das pessoas não dispõe de 1 hora por mês para acompanhar os investimentos desse dinheiro conquistado nessas 180 horas.
É preciso investir, com inteligência, seus rendimentos, alcançados a partir de um controle eficaz de seu orçamento financeiro. Pequenas atitudes fazem muita diferença. Apenas a obtenção de maior conhecimento o auxiliará no processo de desenvolvimento de suas habilidades financeiras, capacitando-o corretamente em suas escolhas e nas definições de metas e objetivos. Devemos equilibrar nossos gastos para existir investimentos periódicos, para alcançarmos no futuro próximo nossa liberdade financeira, onde o dinheiro poderá trabalhar por você.
Mesmo pequenos valores, no futuro, farão grandes diferenças. Faz parte do processo de poupar, valorizar qualquer quantia, por menor que seja, pois ela fará a diferença se aplicada por anos, a juros compostos. Abaixo ilustro essa situação com uma economia singela de apenas R$ 3,00 por dia, como, por exemplo, a de um ex-fumante, sem considerar a economia com os gastos em saúde decorrentes do cigarro. Após dez anos é possível comprar um automóvel, após 20 anos uma casa, após 40 anos a pessoa é milionária e após 60 anos possui quase R$ 12 milhões investidos, poupança que daria uma aposentadoria bastante tranqüila para qualquer um.
Aplicação de R$ 3,00 ao dia em investimento com taxa de retorno líquida de 1% ao mês (Exemplo CDB pré-fixado com rendimento bruto de 15% ao ano), aplicados a juros compostos.
1 ano 5 anos 10 anos 20 anos 30 anos 45 anos 60 anos
R$1.153 R$7.424 R$20.911 R$89.923 R$317.692 R$1.950.232 R$11.738.614
Há muito o que fazer e onde economizar, que num prazo não muito distante fará de você uma pessoa despreocupada com sua aposentadoria ou com momentos emergenciais que precisará utilizar recursos financeiros. A seguir listo algumas das principais atitudes.
1. Saiba quanto é sua receita e quanto é sua despesa – monte e atualize sua planilha.
2. Interprete seus gastos anualmente. Não desconsidere os pequenos valores.
3. Não compre por impulso ou como terapia contra a depressão.
4. Escolha os melhores momentos (exemplo: viaje em baixa temporada, decore sua casa nas promoções).
5. Analise seus gastos e verifique se poderia viver sem eles, ou pelos menos reduzi-los.
6. Sempre pesquise o melhor preço, prefira o pagamento a vista e sempre negocie seu desconto.
7. O limite de seu cartão ou do cheque especial não faz parte de sua renda, não os utilize.
8. Esteja preparado para despesas extras e emergências.
9. Tenha metas de investimento e as acompanhe periodicamente.
10. Comece hoje a poupar, e não no mês que vem. Utilize os juros compostos a seu favor.
Faz-se necessário vencer o conflito interno do ser humano: gastar no presente contra aplicar esse valor, para que no futuro possa usufruir em escala maior essa receita gerada. Para que possamos escolher o momento certo e aumentar a qualidade de nosso gasto, devemos conhecer melhor as possibilidades de investimentos para, com isso, avaliarmos os riscos e retornos de cada situação. Desse modo, conseguiremos efetuar a melhor opção, e cada vez mais aprender com nossos resultados (positivos ou negativos), e com isso passar de uma pessoa consumista a um investidor disciplinado com retornos maximizados.
Pesquisas apontam que investimentos como imóveis, câmbio e poupança não são preferência apenas dos mais idosos, mas também dos jovens que continuam totalmente desinformados financeiramente. Alguns confiam seu dinheiro a indicações de investimentos de seu gerente do banco, onde o mesmo aloca seus recursos nos produtos mais rentáveis, mas não para você e sim para o banco, como poupança, títulos de capitalização ou fundos com taxa de administração superior a 1,00% ao ano. Aplicações como títulos públicos adquiridos através do tesouro direto, CDB pré-fixados e vendas cobertas de opções são investimentos desconhecidos pela maioria dos brasileiros.
Muitos investidores também aplicam em ações sem conhecimento gráfico, ou de pelo menos, do uso do stop-loss (parada de perda), ou ainda continuam a comprar ações quando em posição perdedora com uma ação em tendência de queda, praticando o chamado “preço médio”. Desconhecem que a recuperação de uma perda pequena é imensamente mais rápida do que uma perda maior. Imagine que você tem R$ 100,00 e perde 10% desse valor, ficando com R$ 90,00. Se você recuperar 10% de R$ 90,00, ficará com R$ 99,00, ou seja, R$ 1,00 a menos com as mesmas variações. Com isso constata-se que a recuperação percentual sempre deverá ser maior que a perda, e quanto maior a perda será mais difícil tal recuperação. Na verdade, o valor precisa subir exatamente o que caiu: R$ 10,00 (equivalente a 11,11%). Para recuperar-se, quem precisa subir exatamente o que caiu é o valor e não o percentual. Se a perda for de 50% em R$ 100,00, serão necessários 100% de lucro para os R$ 50,00 retornar ao valor inicial. Uma perda de 90% requer recuperação de 900%. Segue tabela ilustrativa, que demonstra o quanto é necessário recuperar para uma perda de X%:
Perda / Necessário recuperar
10,00% 11,11%
30,00% 42,86%
50,00% 100,00%
70,00% 233,33%
90,00% 900,00%
Outro fator importante nos investimentos, também desconhecido por muitos, é o poder dos juros compostos. Com juros compostos o saldo cresce exponencialmente, ou seja, além do principal, os retornos obtidos também são corrigidos pelos juros do mês subseqüente.
Juros simples é o juros informado na rentabilidade do ativo a ser investido, onde o capital original sofrerá a incidência de tal rentabilidade. No entanto, caso o investidor não resgate periodicamente a rentabilidade da aplicação, seus recursos renderão a juros compostos, ou seja, além do volume investido originalmente, o valor adicional referente a rentabilidade desse investimento também terá a incidência dos juros aplicados nos períodos posteriores. Por exemplo, ao aplicarmos R$1.000,00 com taxa anual de 10%, ganharemos R$100,00 por ano. Se não resgatarmos o lucro dessa aplicação, deixaremos a mesma ser rentabilizada a juros compostos, pois no próximo período, além do valor inicial (R$1.000,00) os valor ganho (R$100,00), também sofrerá a incidência dos juros.
Destaco, na tabela a seguir, comparação prática com mesmo capital inicial e mesma taxa de juros, apenas utilizando os diferentes regimes de juros (simples e compostos). Note que, para o primeiro período, os rendimentos serão iguais, mas em seguida a diferença aumenta consideravelmente.
Juros simples
R$ 1.000,00
1 ano => R$ 1.150
10 anos => R$ 2.500
30 anos => R$ 5.500
50 anos => R$ 8.500
70 anos => R$ 11.500
Taxa: 15% a.a. (ao ano)
Juros compostos
R$ 1.000,00
1 ano => R$ 1.150
10 anos => R$ 4.046
30 anos => R$ 66.212
50 anos => R$ 1.083.657
70 anos => R$ 17.735.720
Taxa: 15% a.a. (ao ano)
Contudo, é preciso aprender a economizar com disciplina e investir sem erros e de forma inteligente, para com isso possuir, em um futuro próximo, a tão sonhada liberdade financeira, onde o dinheiro poderá trabalhar por você.
Artigo elaborado por Leandro Martins, economista com MBA em finanças pela USP e FIPE, com mestrado em economia na Universidade de Grenoble (França). Profissional de Investimento certificado com o CNPI registrado pela CVM, fundador do site www.seuconsultorfinanceiro.com.br e autor do livro “Aprenda a Investir – Saiba Onde e Como Aplicar Seu Dinheiro”.
É preciso investir, com inteligência, seus rendimentos, alcançados a partir de um controle eficaz de seu orçamento financeiro. Pequenas atitudes fazem muita diferença. Apenas a obtenção de maior conhecimento o auxiliará no processo de desenvolvimento de suas habilidades financeiras, capacitando-o corretamente em suas escolhas e nas definições de metas e objetivos. Devemos equilibrar nossos gastos para existir investimentos periódicos, para alcançarmos no futuro próximo nossa liberdade financeira, onde o dinheiro poderá trabalhar por você.
Mesmo pequenos valores, no futuro, farão grandes diferenças. Faz parte do processo de poupar, valorizar qualquer quantia, por menor que seja, pois ela fará a diferença se aplicada por anos, a juros compostos. Abaixo ilustro essa situação com uma economia singela de apenas R$ 3,00 por dia, como, por exemplo, a de um ex-fumante, sem considerar a economia com os gastos em saúde decorrentes do cigarro. Após dez anos é possível comprar um automóvel, após 20 anos uma casa, após 40 anos a pessoa é milionária e após 60 anos possui quase R$ 12 milhões investidos, poupança que daria uma aposentadoria bastante tranqüila para qualquer um.
Aplicação de R$ 3,00 ao dia em investimento com taxa de retorno líquida de 1% ao mês (Exemplo CDB pré-fixado com rendimento bruto de 15% ao ano), aplicados a juros compostos.
1 ano 5 anos 10 anos 20 anos 30 anos 45 anos 60 anos
R$1.153 R$7.424 R$20.911 R$89.923 R$317.692 R$1.950.232 R$11.738.614
Há muito o que fazer e onde economizar, que num prazo não muito distante fará de você uma pessoa despreocupada com sua aposentadoria ou com momentos emergenciais que precisará utilizar recursos financeiros. A seguir listo algumas das principais atitudes.
1. Saiba quanto é sua receita e quanto é sua despesa – monte e atualize sua planilha.
2. Interprete seus gastos anualmente. Não desconsidere os pequenos valores.
3. Não compre por impulso ou como terapia contra a depressão.
4. Escolha os melhores momentos (exemplo: viaje em baixa temporada, decore sua casa nas promoções).
5. Analise seus gastos e verifique se poderia viver sem eles, ou pelos menos reduzi-los.
6. Sempre pesquise o melhor preço, prefira o pagamento a vista e sempre negocie seu desconto.
7. O limite de seu cartão ou do cheque especial não faz parte de sua renda, não os utilize.
8. Esteja preparado para despesas extras e emergências.
9. Tenha metas de investimento e as acompanhe periodicamente.
10. Comece hoje a poupar, e não no mês que vem. Utilize os juros compostos a seu favor.
Faz-se necessário vencer o conflito interno do ser humano: gastar no presente contra aplicar esse valor, para que no futuro possa usufruir em escala maior essa receita gerada. Para que possamos escolher o momento certo e aumentar a qualidade de nosso gasto, devemos conhecer melhor as possibilidades de investimentos para, com isso, avaliarmos os riscos e retornos de cada situação. Desse modo, conseguiremos efetuar a melhor opção, e cada vez mais aprender com nossos resultados (positivos ou negativos), e com isso passar de uma pessoa consumista a um investidor disciplinado com retornos maximizados.
Pesquisas apontam que investimentos como imóveis, câmbio e poupança não são preferência apenas dos mais idosos, mas também dos jovens que continuam totalmente desinformados financeiramente. Alguns confiam seu dinheiro a indicações de investimentos de seu gerente do banco, onde o mesmo aloca seus recursos nos produtos mais rentáveis, mas não para você e sim para o banco, como poupança, títulos de capitalização ou fundos com taxa de administração superior a 1,00% ao ano. Aplicações como títulos públicos adquiridos através do tesouro direto, CDB pré-fixados e vendas cobertas de opções são investimentos desconhecidos pela maioria dos brasileiros.
Muitos investidores também aplicam em ações sem conhecimento gráfico, ou de pelo menos, do uso do stop-loss (parada de perda), ou ainda continuam a comprar ações quando em posição perdedora com uma ação em tendência de queda, praticando o chamado “preço médio”. Desconhecem que a recuperação de uma perda pequena é imensamente mais rápida do que uma perda maior. Imagine que você tem R$ 100,00 e perde 10% desse valor, ficando com R$ 90,00. Se você recuperar 10% de R$ 90,00, ficará com R$ 99,00, ou seja, R$ 1,00 a menos com as mesmas variações. Com isso constata-se que a recuperação percentual sempre deverá ser maior que a perda, e quanto maior a perda será mais difícil tal recuperação. Na verdade, o valor precisa subir exatamente o que caiu: R$ 10,00 (equivalente a 11,11%). Para recuperar-se, quem precisa subir exatamente o que caiu é o valor e não o percentual. Se a perda for de 50% em R$ 100,00, serão necessários 100% de lucro para os R$ 50,00 retornar ao valor inicial. Uma perda de 90% requer recuperação de 900%. Segue tabela ilustrativa, que demonstra o quanto é necessário recuperar para uma perda de X%:
Perda / Necessário recuperar
10,00% 11,11%
30,00% 42,86%
50,00% 100,00%
70,00% 233,33%
90,00% 900,00%
Outro fator importante nos investimentos, também desconhecido por muitos, é o poder dos juros compostos. Com juros compostos o saldo cresce exponencialmente, ou seja, além do principal, os retornos obtidos também são corrigidos pelos juros do mês subseqüente.
Juros simples é o juros informado na rentabilidade do ativo a ser investido, onde o capital original sofrerá a incidência de tal rentabilidade. No entanto, caso o investidor não resgate periodicamente a rentabilidade da aplicação, seus recursos renderão a juros compostos, ou seja, além do volume investido originalmente, o valor adicional referente a rentabilidade desse investimento também terá a incidência dos juros aplicados nos períodos posteriores. Por exemplo, ao aplicarmos R$1.000,00 com taxa anual de 10%, ganharemos R$100,00 por ano. Se não resgatarmos o lucro dessa aplicação, deixaremos a mesma ser rentabilizada a juros compostos, pois no próximo período, além do valor inicial (R$1.000,00) os valor ganho (R$100,00), também sofrerá a incidência dos juros.
Destaco, na tabela a seguir, comparação prática com mesmo capital inicial e mesma taxa de juros, apenas utilizando os diferentes regimes de juros (simples e compostos). Note que, para o primeiro período, os rendimentos serão iguais, mas em seguida a diferença aumenta consideravelmente.
Juros simples
R$ 1.000,00
1 ano => R$ 1.150
10 anos => R$ 2.500
30 anos => R$ 5.500
50 anos => R$ 8.500
70 anos => R$ 11.500
Taxa: 15% a.a. (ao ano)
Juros compostos
R$ 1.000,00
1 ano => R$ 1.150
10 anos => R$ 4.046
30 anos => R$ 66.212
50 anos => R$ 1.083.657
70 anos => R$ 17.735.720
Taxa: 15% a.a. (ao ano)
Contudo, é preciso aprender a economizar com disciplina e investir sem erros e de forma inteligente, para com isso possuir, em um futuro próximo, a tão sonhada liberdade financeira, onde o dinheiro poderá trabalhar por você.
Artigo elaborado por Leandro Martins, economista com MBA em finanças pela USP e FIPE, com mestrado em economia na Universidade de Grenoble (França). Profissional de Investimento certificado com o CNPI registrado pela CVM, fundador do site www.seuconsultorfinanceiro.com.br e autor do livro “Aprenda a Investir – Saiba Onde e Como Aplicar Seu Dinheiro”.
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