Acredito que possuir o mínimo de orientação financeira seja dever de todos, para assim valorizar seu patrimônio conquistado com muito sacrifício e trabalho. Trabalhamos, em média, 180 horas mensais, e a maioria das pessoas não dispõe de 1 hora por mês para acompanhar os investimentos desse dinheiro conquistado nessas 180 horas.
É preciso investir, com inteligência, seus rendimentos, alcançados a partir de um controle eficaz de seu orçamento financeiro. Pequenas atitudes fazem muita diferença. Apenas a obtenção de maior conhecimento o auxiliará no processo de desenvolvimento de suas habilidades financeiras, capacitando-o corretamente em suas escolhas e nas definições de metas e objetivos. Devemos equilibrar nossos gastos para existir investimentos periódicos, para alcançarmos no futuro próximo nossa liberdade financeira, onde o dinheiro poderá trabalhar por você.
Mesmo pequenos valores, no futuro, farão grandes diferenças. Faz parte do processo de poupar, valorizar qualquer quantia, por menor que seja, pois ela fará a diferença se aplicada por anos, a juros compostos. Abaixo ilustro essa situação com uma economia singela de apenas R$ 3,00 por dia, como, por exemplo, a de um ex-fumante, sem considerar a economia com os gastos em saúde decorrentes do cigarro. Após dez anos é possível comprar um automóvel, após 20 anos uma casa, após 40 anos a pessoa é milionária e após 60 anos possui quase R$ 12 milhões investidos, poupança que daria uma aposentadoria bastante tranqüila para qualquer um.
Aplicação de R$ 3,00 ao dia em investimento com taxa de retorno líquida de 1% ao mês (Exemplo CDB pré-fixado com rendimento bruto de 15% ao ano), aplicados a juros compostos.
1 ano 5 anos 10 anos 20 anos 30 anos 45 anos 60 anos
R$1.153 R$7.424 R$20.911 R$89.923 R$317.692 R$1.950.232 R$11.738.614
Há muito o que fazer e onde economizar, que num prazo não muito distante fará de você uma pessoa despreocupada com sua aposentadoria ou com momentos emergenciais que precisará utilizar recursos financeiros. A seguir listo algumas das principais atitudes.
1. Saiba quanto é sua receita e quanto é sua despesa – monte e atualize sua planilha.
2. Interprete seus gastos anualmente. Não desconsidere os pequenos valores.
3. Não compre por impulso ou como terapia contra a depressão.
4. Escolha os melhores momentos (exemplo: viaje em baixa temporada, decore sua casa nas promoções).
5. Analise seus gastos e verifique se poderia viver sem eles, ou pelos menos reduzi-los.
6. Sempre pesquise o melhor preço, prefira o pagamento a vista e sempre negocie seu desconto.
7. O limite de seu cartão ou do cheque especial não faz parte de sua renda, não os utilize.
8. Esteja preparado para despesas extras e emergências.
9. Tenha metas de investimento e as acompanhe periodicamente.
10. Comece hoje a poupar, e não no mês que vem. Utilize os juros compostos a seu favor.
Faz-se necessário vencer o conflito interno do ser humano: gastar no presente contra aplicar esse valor, para que no futuro possa usufruir em escala maior essa receita gerada. Para que possamos escolher o momento certo e aumentar a qualidade de nosso gasto, devemos conhecer melhor as possibilidades de investimentos para, com isso, avaliarmos os riscos e retornos de cada situação. Desse modo, conseguiremos efetuar a melhor opção, e cada vez mais aprender com nossos resultados (positivos ou negativos), e com isso passar de uma pessoa consumista a um investidor disciplinado com retornos maximizados.
Pesquisas apontam que investimentos como imóveis, câmbio e poupança não são preferência apenas dos mais idosos, mas também dos jovens que continuam totalmente desinformados financeiramente. Alguns confiam seu dinheiro a indicações de investimentos de seu gerente do banco, onde o mesmo aloca seus recursos nos produtos mais rentáveis, mas não para você e sim para o banco, como poupança, títulos de capitalização ou fundos com taxa de administração superior a 1,00% ao ano. Aplicações como títulos públicos adquiridos através do tesouro direto, CDB pré-fixados e vendas cobertas de opções são investimentos desconhecidos pela maioria dos brasileiros.
Muitos investidores também aplicam em ações sem conhecimento gráfico, ou de pelo menos, do uso do stop-loss (parada de perda), ou ainda continuam a comprar ações quando em posição perdedora com uma ação em tendência de queda, praticando o chamado “preço médio”. Desconhecem que a recuperação de uma perda pequena é imensamente mais rápida do que uma perda maior. Imagine que você tem R$ 100,00 e perde 10% desse valor, ficando com R$ 90,00. Se você recuperar 10% de R$ 90,00, ficará com R$ 99,00, ou seja, R$ 1,00 a menos com as mesmas variações. Com isso constata-se que a recuperação percentual sempre deverá ser maior que a perda, e quanto maior a perda será mais difícil tal recuperação. Na verdade, o valor precisa subir exatamente o que caiu: R$ 10,00 (equivalente a 11,11%). Para recuperar-se, quem precisa subir exatamente o que caiu é o valor e não o percentual. Se a perda for de 50% em R$ 100,00, serão necessários 100% de lucro para os R$ 50,00 retornar ao valor inicial. Uma perda de 90% requer recuperação de 900%. Segue tabela ilustrativa, que demonstra o quanto é necessário recuperar para uma perda de X%:
Perda / Necessário recuperar
10,00% 11,11%
30,00% 42,86%
50,00% 100,00%
70,00% 233,33%
90,00% 900,00%
Outro fator importante nos investimentos, também desconhecido por muitos, é o poder dos juros compostos. Com juros compostos o saldo cresce exponencialmente, ou seja, além do principal, os retornos obtidos também são corrigidos pelos juros do mês subseqüente.
Juros simples é o juros informado na rentabilidade do ativo a ser investido, onde o capital original sofrerá a incidência de tal rentabilidade. No entanto, caso o investidor não resgate periodicamente a rentabilidade da aplicação, seus recursos renderão a juros compostos, ou seja, além do volume investido originalmente, o valor adicional referente a rentabilidade desse investimento também terá a incidência dos juros aplicados nos períodos posteriores. Por exemplo, ao aplicarmos R$1.000,00 com taxa anual de 10%, ganharemos R$100,00 por ano. Se não resgatarmos o lucro dessa aplicação, deixaremos a mesma ser rentabilizada a juros compostos, pois no próximo período, além do valor inicial (R$1.000,00) os valor ganho (R$100,00), também sofrerá a incidência dos juros.
Destaco, na tabela a seguir, comparação prática com mesmo capital inicial e mesma taxa de juros, apenas utilizando os diferentes regimes de juros (simples e compostos). Note que, para o primeiro período, os rendimentos serão iguais, mas em seguida a diferença aumenta consideravelmente.
Juros simples
R$ 1.000,00
1 ano => R$ 1.150
10 anos => R$ 2.500
30 anos => R$ 5.500
50 anos => R$ 8.500
70 anos => R$ 11.500
Taxa: 15% a.a. (ao ano)
Juros compostos
R$ 1.000,00
1 ano => R$ 1.150
10 anos => R$ 4.046
30 anos => R$ 66.212
50 anos => R$ 1.083.657
70 anos => R$ 17.735.720
Taxa: 15% a.a. (ao ano)
Contudo, é preciso aprender a economizar com disciplina e investir sem erros e de forma inteligente, para com isso possuir, em um futuro próximo, a tão sonhada liberdade financeira, onde o dinheiro poderá trabalhar por você.
Artigo elaborado por Leandro Martins, economista com MBA em finanças pela USP e FIPE, com mestrado em economia na Universidade de Grenoble (França). Profissional de Investimento certificado com o CNPI registrado pela CVM, fundador do site www.seuconsultorfinanceiro.com.br e autor do livro “Aprenda a Investir – Saiba Onde e Como Aplicar Seu Dinheiro”.
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quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
ATITUDES DO CONSUMIDOR CONSCIENTE E DO INVESTIDOR INTELIGENTE
Artigo disponibilizado em http://www.seuconsultorfinanceiro.com.br/
A maioria das pessoas associa o dinheiro a prazer imediato, porém se com certa disciplina, conseguirmos equilibrar os gastos e os prazeres de hoje, para poder poupar certa quantia, ao aplicar esse valor de forma inteligente, teremos os investimentos necessários para a liberdade de amanhã.
Pequenas atitudes feitas hoje, farão muita diferença amanhã. Abaixo destaco algumas das principais:
1. Saiba quanto é sua receita e quanto é sua despesa – monte e atualize sua planilha;
2. Interprete seus gastos anualmente. Não desconsidere os pequenos valores;
3. Não compre por impulso ou como terapia contra a depressão;
4. Escolha os melhores momentos (ex: viaje em baixa temporada, decore sua casa nas promoções);
5. Analise seus gastos e verifique se poderia viver sem eles, ou pelos menos reduzi-los;
6. Sempre pesquise o melhor preço, prefira o pagamento a vista e sempre negocie seu desconto;
7. O limite de seu cartão ou do cheque especial não faz parte de sua renda;
8. Esteja preparado para despesas extras e emergências;
9. Tenha metas de investimento e as acompanhe periodicamente;
10. Inicie hoje a poupar, e não no mês que vem. Utilize os juros compostos a seu favor.
Monitorar seus investimentos, e antever mudanças macroeconômicas para realocar seus ativos é fundamental para que sempre a relação risco versus retorno seja maximizada, e para que suas metas possam ser alcançadas mais rapidamente.
http://www.seuconsultorfinanceiro.com.br/artigos_financas_pessoais.php?secao=45¶metro=822
A maioria das pessoas associa o dinheiro a prazer imediato, porém se com certa disciplina, conseguirmos equilibrar os gastos e os prazeres de hoje, para poder poupar certa quantia, ao aplicar esse valor de forma inteligente, teremos os investimentos necessários para a liberdade de amanhã.
Pequenas atitudes feitas hoje, farão muita diferença amanhã. Abaixo destaco algumas das principais:
1. Saiba quanto é sua receita e quanto é sua despesa – monte e atualize sua planilha;
2. Interprete seus gastos anualmente. Não desconsidere os pequenos valores;
3. Não compre por impulso ou como terapia contra a depressão;
4. Escolha os melhores momentos (ex: viaje em baixa temporada, decore sua casa nas promoções);
5. Analise seus gastos e verifique se poderia viver sem eles, ou pelos menos reduzi-los;
6. Sempre pesquise o melhor preço, prefira o pagamento a vista e sempre negocie seu desconto;
7. O limite de seu cartão ou do cheque especial não faz parte de sua renda;
8. Esteja preparado para despesas extras e emergências;
9. Tenha metas de investimento e as acompanhe periodicamente;
10. Inicie hoje a poupar, e não no mês que vem. Utilize os juros compostos a seu favor.
Monitorar seus investimentos, e antever mudanças macroeconômicas para realocar seus ativos é fundamental para que sempre a relação risco versus retorno seja maximizada, e para que suas metas possam ser alcançadas mais rapidamente.
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SEU GERENTE NÃO É SEU CONSULTOR FINANCEIRO
Artigo disponibilizado em http://www.seuconsultorfinanceiro.com.br/
Sempre tenha cuidado com os conselhos de seu gerente, eles não são consultores financeiros, eles geralmente possuem metas de vendas, e se ele está abaixo da meta em algum de seus produtos, ele poderá influenciá-lo a aplicar em certo investimento, mesmo não sendo o mais apropriado ao seu objetivo e perfil de risco.
Considero os gerentes de bancos como vendedores em vez de consultores financeiros, pois eles trabalham para o banco e não para o cliente, e devemos levar em consideração que tal funcionário pode não possuir os melhores conhecimentos e não ter recebido bons treinamentos.
Metas e rentabilidades: os gerentes de contas possuem diferentes metas de venda, como também o banco possui diferentes remunerações em seus produtos. Portanto não aceite propostas como títulos de capitalização e poupança. Nunca se esqueça que seu Gerente não é o seu consultor financeiro.
Para exemplificar, temos os Títulos de Capitalização, que não é considerado um investimento, pois apenas corrige, de acordo com a inflação, o valor pago. Além do que há mais chances de ganhar na loteria do que em tal título. Na maioria das vezes há carência de pelos menos 1 ano, onde seu dinheiro ficará imobilizado. No entanto é uma modalidade muito indicada pelos gerentes de contas para cumprir suas elevadas metas, pois é muito rentável, mas apenas para o banco.
Um outro exemplo são os fundos de investimento, onde as carteiras dos produtos de diversos bancos são muito parecidas e o que determina as diferentes rentabilidades são as taxas de administração cobradas. O que limitará você a conseguir as melhores taxas de administração disponíveis será a aplicação mínima que o fundo exige. Com isso você deverá ficar atento quando possuir valor suficiente para migrar para um fundo com melhor taxa, pois seu gerente não irá lhe avisar quando poderá transferir sua aplicação em um fundo com menor taxa de administração refletindo em maior rentabilidade.
http://www.seuconsultorfinanceiro.com.br/artigos_financas_pessoais.php?secao=45¶metro=823
Sempre tenha cuidado com os conselhos de seu gerente, eles não são consultores financeiros, eles geralmente possuem metas de vendas, e se ele está abaixo da meta em algum de seus produtos, ele poderá influenciá-lo a aplicar em certo investimento, mesmo não sendo o mais apropriado ao seu objetivo e perfil de risco.
Considero os gerentes de bancos como vendedores em vez de consultores financeiros, pois eles trabalham para o banco e não para o cliente, e devemos levar em consideração que tal funcionário pode não possuir os melhores conhecimentos e não ter recebido bons treinamentos.
Metas e rentabilidades: os gerentes de contas possuem diferentes metas de venda, como também o banco possui diferentes remunerações em seus produtos. Portanto não aceite propostas como títulos de capitalização e poupança. Nunca se esqueça que seu Gerente não é o seu consultor financeiro.
Para exemplificar, temos os Títulos de Capitalização, que não é considerado um investimento, pois apenas corrige, de acordo com a inflação, o valor pago. Além do que há mais chances de ganhar na loteria do que em tal título. Na maioria das vezes há carência de pelos menos 1 ano, onde seu dinheiro ficará imobilizado. No entanto é uma modalidade muito indicada pelos gerentes de contas para cumprir suas elevadas metas, pois é muito rentável, mas apenas para o banco.
Um outro exemplo são os fundos de investimento, onde as carteiras dos produtos de diversos bancos são muito parecidas e o que determina as diferentes rentabilidades são as taxas de administração cobradas. O que limitará você a conseguir as melhores taxas de administração disponíveis será a aplicação mínima que o fundo exige. Com isso você deverá ficar atento quando possuir valor suficiente para migrar para um fundo com melhor taxa, pois seu gerente não irá lhe avisar quando poderá transferir sua aplicação em um fundo com menor taxa de administração refletindo em maior rentabilidade.
http://www.seuconsultorfinanceiro.com.br/artigos_financas_pessoais.php?secao=45¶metro=823
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